·沈 Xingwei já não sabia quando começara a seguir He Xizhou. Quando se deu conta, já conhecia como um pequeno rato sombrio cada rua ao redor da casa de He Xizhou, escondendo-se facilmente nas sombras para espiá-lo, sem jamais ser descoberta. Ela detestava He Xizhou—seu diário estava repleto de palavras de desprezo, amaldiçoando-o todos os dias para que se tornasse feio e baixo, rejeitado por todos. Achava que estaria sempre condenada a se ocultar nas sombras como uma perseguidora patológica; não esperava, contudo, que um dia encontraria na porta de He Xizhou um bilhete colado: “Estarei fora por alguns dias, a chave está sob o tapete da porta, alimente o gato para mim, obrigado ^^”.
沈 Xingwei odiava He Xizhou, mas gostava de gatos. Após longa hesitação, não teve coragem de deixar o bichano passar fome; abriu a porta e entrou na casa dele. Não imaginava, porém, que ao se inclinar para alimentar o gatinho, ouviria atrás de si o som do sistema inteligente destrancando a porta. A porta se abriu, e He Xizhou apareceu no umbral.
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Um mês antes, He Xizhou percebeu que havia ganhado um “rabinho” — alguém que o seguia obstinadamente. Por mais que tentasse despistar, não conseguia se livrar dela; era rápida, impossível de capturar, o que o deixava profundamente irritado. Até que um dia, ele arquitetou um plano e finalmente conseguiu agarrar seu “rabinho”. Inicialmente, pretendia entregá-la à polícia, mas ao ver o olhar assustado e aflito da pequena perseguidora, mudou subitamente de ideia.
【Rato sombrio x semente de corrupção】Dupla pureza, final feliz.
【Os protagonistas possuem ambos personalidades falhas e baixa moralidade, mas não cometem nenhum ato ilegal. Não se projete ou relacione com a realidade; esta é uma história repleta de calor e afeto.】
2024.6.29
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Divulgação de um texto de uma amiga, para quem se interessar~
《A Senhorita》por: Jin Jiu
Senhorita orgulhosa, direta, versus rapaz pobre, teimoso e orgulhoso — reencontro após longa separação.
Zhou Yijing sempre soube o valor do dinheiro; bastava esbanjar um pouco e todos ao redor se voltavam para ela como cães de estimação. Seu pai lhe dera somas incontáveis, e onde quer que estivesse, nunca lhe faltavam admiradores. Até que um dia, encontrou um miserável — lindo, é verdade, mas só isso. Ela pediu que ele lhe mostrasse o caminho até a casa de jogos, mas ele a encaminhou para um hospital psiquiátrico, desviando-se dela sempre que possível. Zhou Yijing ficou furiosa. Detestava aquele miserável!
O destino, porém, é irônico: aquele rapaz pobre, inexplicavelmente, nunca desaparecia, surgindo sempre nos momentos em que ela mais se sentia vulnerável. Após uma acalorada discussão ao telefone com o pai, lá estava ele, encostado na parede, mãos nos bolsos, fitando-a: “Vamos, senhorita, tomar um sorvete.” Quando ela cometia um erro e feria alguém, era ele quem, como se lesse os pensamentos, lhe enviava uma mensagem: “Senhorita, vai ligar ou não?” Na véspera do Ano Novo, diante de um pote de macarrão instantâneo, o telefone tocou; não era um pedido de desculpas do pai, mas sim a voz rouca e gentil daquele rapaz: “Senhorita, venha para fora.”
Zhou Yijing sempre quis lhe dar dinheiro. Ouviu dizer que ele tivera uma vida miserável: o pai, morto por dívidas de jogo, a mãe fugira com outro, restando-lhe apenas o avô doente. Ele abandonara os estudos para trabalhar e sustentar o avô — com dinheiro, a vida deles certamente seria muito melhor. Mas ele era teimoso: recusava sempre, e ainda buscava formas de devolver o que ela tentava oferecer. Ah, este cabeça-dura!
Que pena, que pena... Numa tarde comum de fim de semana, quando Zhou Yijing foi procurá-lo, encontrou apenas uma porta de madeira trancada. Zhou Yijing odiava despedidas silenciosas. Como pérolas que se soltam do fio, ambos rolaram para extremos opostos, sem mais se encontrarem.
O reencontro só se deu seis anos depois, quando Zhou Yijing voltou do exterior e, no aeroporto, viu Lin Yiyang. Já não era o rapaz pobre da pequena cidade, mas um artista celebrado, coberto de glórias. Ignorando a multidão ao redor, trazia na mão o pingente de pelúcia que ela lhe dera anos antes. Aproximou-se, sem hostilidade ou cerimônias, apenas um convite sutil e humilde: “Senhorita, me daria uma chance para redimir meus pecados?”
Só mais tarde Zhou Yijing soube: em todos aqueles momentos em que acreditava estar só, Lin Yiyang sempre estivera ali, silenciosamente, testemunhando sua vida.